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21 fevereiro, 2017

Vale terá novo Acordo de Acionistas

20/02/2017

O Acordo vigorará por três anos e busca fortalecer a Governança Corporativa da Companhia, com maior liquidez à participação da PREVI.

Os principais acionistas controladores da Vale, maior ativo da carteira da PREVI e uma das maiores mineradoras do mundo, concluíram as negociações sobre um novo Acordo de Acionistas, chamado de “Acordo Vale”. A PREVI participou ativamente das negociações e está certa de que o Acordo, que vigorará por três anos, fortalecerá a Governança Corporativa da Companhia, além de garantir maior liquidez para esse importante ativo da Entidade. A participação da PREVI na Vale se dá majoritariamente no Plano 1, pela Litel.


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A Vale é um ativo importante para a carteira do Plano 1. Esse ativo foi responsável em grande parte pela geração de superávits que na década passada ajudaram a constituir reservas especiais que propiciaram, por exemplo, que os participantes do Plano 1 ficassem com a contribuição suspensa de 2007 a 2013 e ainda tivessem o Benefício Especial Temporário (BET).

Esse ativo, no balanço de 2016, representava 14,6% dos nossos investimentos e 30,6% da carteira de renda variável, considerando os recursos do Plano 1 e do PREVI Futuro. A participação do Plano 1 não apresenta liquidez em bolsa, tendo em vista as condições da estrutura societária existente, uma vez que o investimento de Litel é direto em Valepar (controladora da Vale). Essa falta de liquidez era um dos desafios a serem superados pela atual administração da PREVI, a fim de fazer frente aos pagamentos das aposentadorias, sem prejudicar o preço de mercado dos ativos. No âmbito da Entidade, a viabilização do Acordo Vale pela Diretoria Executiva é parte da implementação do Planejamento Estratégico, após decisão favorável unânime do Conselho Deliberativo. Atualmente, o Plano 1 da PREVI detém 15,50% do capital total da Vale. Já pelo PREVI Futuro, o investimento equivale a 0,17% do capital total.
Novo Acordo traz maior liquidez e aprimora a governança
Um dos objetivos do Plano Estratégico da PREVI para 2017-2021 é o “Balanceamento da gestão de investimentos com necessidades do passivo do Plano 1”. Com base nesse objetivo e na Política de Investimentos, a Diretoria da PREVI vem nos últimos anos trabalhando para a construção de alternativas que gerem liquidez e que agreguem valor à companhia.

Nesse sentido, o novo acordo traz:
a) Liquidez, na medida em que permitirá à Litel participar diretamente da Vale, sendo que mais da metade da participação da Litel estará desvinculada do Acordo Vale, portanto livre para negociação após o final do prazo de lock up, estimado para fevereiro de 2018. O restante da posição estará livre a partir de novembro de 2020.

b) Melhoria na governança, uma vez que a companhia evoluirá para adoção de um controle difuso, com perspectivas de crescimento e perenidade.

c) Novo estatuto social, que tem como objetivo levar a Vale para o Novo Mercado da BM&FBovespa, considerado o nível de mais alto padrão de governança corporativa.
O Acordo Vale será realizado em etapas
Três ações estão previstas para a implementação do novo Acordo:

1) Conversão voluntária das ações preferenciais classe A da Vale em ações ordinárias. Todos os acionistas da Vale que possuem ações preferenciais classe A serão convidados a converter seus papéis em ações ordinárias. Os valores obedecerão a uma relação de conversão, que foi definida com base no preço médio de fechamento das ações ordinárias e preferenciais apurado nos últimos 30 pregões da BM&FBovespa, anteriores ao anúncio do Fato Relevante.

2) Alteração do estatuto social da Companhia. O objetivo é adequá-lo às regras do Novo Mercado da BM&FBovespa, onde  estão listadas as empresas com o mais alto padrão de governança corporativa.

3) A Vale vai incorporar a Valepar, empresa veículo que reúne as participações de Litel, Mitsui, Bradespar, BNDESpar e Eletron. Essa incorporação resultará em incremento de participação dos atuais acionistas controladores, mediante um diferencial de 10% na precificação das ações que a Valepar detém, além de permitir que participem diretamente da Vale. Durante o período de duração do novo Acordo de Acionistas, de três anos, os sócios manterão influência relevante sobre a Companhia. O objetivo é conferir estabilidade para a Vale no período de transição para um novo modelo de governança de controle difuso (“true corporation”), o que contribuirá para a perenidade e crescimento da Companhia.

A PREVI se orgulha de participar da história da Vale, maior ativo da carteira de investimentos da Entidade. A participação do Plano 1 está avaliada em cerca de R$ 24,2 bilhões. Desde a privatização, em 1997, até 30/12/2016, o retorno do investimento em Litel superou a meta atuarial no período, mas é preciso avançar, mesmo com essa história de sucesso, e tomar medidas para adequar a empresa às novas realidades de mercado e à necessidade de maior liquidez para os investimentos do Plano 1 da PREVI. Por fim, cabe ressaltar que implantado o novo Acordo, após passar pelo rito das aprovações regulamentares do mercado, este poderá contribuir para a atração de outros investidores estrangeiros, o que garante a expansão das atividades da Vale.


Polêmica com Rita Lobo traz à tona debate sobre radicalismo alimentar


A polêmica recente em que a apresentadora de programas de culinária e diretora do site Panelinha, Rita Lobo, se envolveu após alfinetar um seguidor do Twitter que lhe perguntou por que não ensinava a fazer maionese com óleo de coco e iogurte expôs um comportamento que vem crescendo entre os jovens, mas não só entre eles: o radicalismo alimentar. 

A resposta de Rita, alvo tanto de críticas quanto de apoio nas redes sociais, foi direta:
A apresentadora, que em parceria com Carlos Monteiro, coordenador do "Guia Alimentar para a População Brasileira", ensina princípios da alimentação saudável no YouTube, foi procurada, mas não quis comentar o ocorrido. 

Enquanto Rita defende o uso de ingredientes frescos na cozinha, sem os conservantes e aditivos dos alimentos ultraprocessados, modismos como a exclusão da dieta de itens como o glúten (presente na farinha de trigo) e a lactose (leite) e a substituição de ingredientes tradicionais por novos alimentos, vistos como milagrosos, vêm sendo considerados o caminho mais curto para alcançar o ideal de boa forma e saúde. 

A questão vem tomando tamanha proporção que, segundo especialistas ouvidos pela Folha, a obsessão pelos benefícios nutricionais pode mesmo ser considerada um distúrbio alimentar. "As pessoas estão com medo da comida normal", diagnostica o nutrólogo Fábio Ancona Lopes. 

Esse exagero evidente, nas palavras do médico, tem até nome: ortorexia. "É como se a comida não fosse mais alimento, ela é vista só como nutriente." 

Por trás do problema está o marketing da indústria de alimentos, que vende produtos do dia a dia com ênfase em características que supostamente os tornam especiais ou melhores que os outros –como a coalhada cujo rótulo destaca a ausência de lactose, para ficar em um exemplo citado por Ancona Lopes. 

A verdade é que não só todas as coalhadas são livres de lactose como esse composto presente no leite de vaca deve ser evitado apenas por pessoas que sentem desconforto gástrico ao consumir a bebida. 

O nutrólogo Celso Cukier, diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição, pondera que há um lado positivo na preocupação com o que vai à mesa: a procura por uma qualidade de vida melhor. 

"O grande problema está na desinformação trazida pela propaganda. Produtos são lançados como se fossem a salvação contra a má alimentação, a falta de exercício, o estresse, o excesso de trabalho, a poluição do ar", afirma. 

Adepto das dietas da moda, Thiago Mancini, 27, reconhece que o desejo de manter o corpo sarado o leva a seguir a maré sem ter informação suficiente sobre riscos e benefícios. 

"E eu sou publicitário, sei que muita coisa que falam dos alimentos é só para vender. Mas na minha rotina não tenho tempo de analisar tudo direito e acabo experimentando o que estão falando", justifica. 

Thiago conta que, por influência de amigos e blogueiros, já provou de tudo um pouco. "Cortei carboidratos à noite, investi em gengibre, pimenta e canela para acelerar o metabolismo, entrei no boom das castanhas. Não sei por que razão, depois resolvi comprar tudo sem lactose, e depois fui para o pão e o macarrão sem glúten." 

Cristina Raggi, 53, é outra "testadora" de modas, como ela mesma se define. "Se falam que café faz mal, eu paro de tomar, se falam que faz bem, eu começo a tomar de novo", ri. 

Cristina diz que, depois de tentar diversas dietas, tornou-se vegana e eliminou o açúcar e a farinha do cardápio. "Como o vegano não come nada de origem animal, eu controlo o peso porque deixei de comer doce de leite, pão de queijo etc. Ficou mais fácil", acredita. 

Para os especialistas, não há mal em fazer algumas substituições, mas também não há necessidade, a não ser em casos específicos de intolerância ou alergia a algum componente. 

"A Bela Gil faz receitas para quem tem distúrbio alimentar: é maionese com iogurte, macarrão de arroz, bife sem carne", afirma Ancona Lopes, citando a apresentadora de programas de culinária que virou "meme" (piada) nas redes sociais por sugerir substituições de ingredientes que tornariam os pratos supostamente mais saudáveis. Bela Gil foi procurada, mas não deu entrevista à Folha

De acordo com Cukier, até profissionais vêm indicando indiscriminadamente a exclusão de alimentos com glúten e lactose da dieta. "Isso é muito grave", afirma. 

ARROZ E FEIJÃO
 
A boa notícia é que a base da alimentação saudável continua sendo o bom e velho cardápio da vovó. Trata-se do arroz, feijão, legumes e salada com alguma proteína que era a base da comida brasileira e vem perdendo terreno para refeições rápidas fora de casa e disputando espaço com coisas que até outro dia ninguém conhecia, como goji berry e óleo de coco. 


Rogerio Canella/Folhapress
Prato com picadinho de carne, arroz, feijão, farofa, pastel de queijo e ovo frito
Prato com picadinho de carne, arroz, feijão, farofa, pastel de queijo e ovo frito

Segundo Ancona Lopes, tudo é liberado dentro de uma dieta balanceada. "O que interessa não é o nutriente e nem mesmo o alimento, mas o equilíbrio entre eles." 

A proporção adequada, ensina, é metade de carboidratos –principalmente os complexos, como massa, farinha, arroz e batata, e uma parte dos simples, como o açúcar–, 30% de gorduras e 20% de proteínas no dia a dia. 

Para Cukier, essa busca por benefícios de curto prazo é uma "miopia de saúde". "O importante é pensar como estarei daqui a dez anos", afirma. Para que os efeitos positivos sejam duradouros, o nutrólogo recomenda uma dieta com três a seis porções de vegetais por dia e pouca comida rica em gordura, industrializada ou de origem animal. 

"O grande problema é o exagero. Não é a maionese com ovo que se come eventualmente que faz mal. Ela tem alta densidade calórica, mas uma vez por mês não faz diferença", conclui Cukier.



20 fevereiro, 2017

Mulher de Moro diz que chorou ao ver marido homenageado em protestos

Raquel Cunha - 31.out.2016/Folhapress


SÃO PAULO, SP, BRASIL, 14-05-2015: Lancamento do livro Bem Vindo ao Inferno de Vana Lopes. Rosangela Wolff Moro. (Foto: Raquel Cunha/Folhapress, MONICA BERGAMO) ***EXCLUSIVO***
A advogada Rosângela Wolff Moro, mulher do juiz Sergio Moro, em evento em São Paulo

A advogada Rosângela Wolff Moro, mulher do juiz Sergio Moro, disse à revista "Cláudia" que foi às lágrimas ao ver o marido ser homenageado nos protestos contra a corrupção pelo país, e que foi ali que "a ficha caiu". 
"Pensei: 'Nossa, tenho em casa uma das engrenagens que está mudando o país'", disse. "A população quer ver o Brasil se livrar da crise e voltar a crescer. Eu também. Quando a multidão gritou: 'Moooooooro!', postei: '#Emocionada'", afirmou. 
A revista feminina fez um ensaio fotográfico com a advogada de 42 anos —agora, defensora de Moro na reclamação que o ex-presidente Lula moveu contra ele. 
Ao longo da entrevista, ela rebateu a crítica de que o magistrado, à frente da Operação Lava Jato, seja um "juiz-estrela". 
"Alguns o personificam como herói. Em casa não tem isso", disse. "Ele está apenas cumprindo seu trabalho [...] e incentivou outros magistrados a mostrar que o Judiciário pode ser forte." 
Dizendo-se "desconfortável" de início com a exposição da família depois da investigação, ela afirmou que, com o tempo, entendeu que a operação era "muito maior que ela" e que não conseguiria se dissociar do tema. Para ela, ninguém é obrigado a concordar com a operação e "críticas ajudam a crescer". 
Mas reclamou de determinados comentários —como os que criticam as postagens que ela faz numa página do Facebook, "Eu MORO com ele", em homenagem ao marido. 
"Qualquer coisa que diga respeito a ele passou a chamar a atenção", afirmou. "Quando vamos a uma festa, é para chamar a atenção? Para sair na coluna social? Devemos então nos privar de fazer o que pretendemos? Deixaremos de ir a algum evento porque a mídia irá divulgar? Aí, sim, a Lava Jato passaria a entrar na minha família". 
A advogada disse gastar uma hora com a página por dia, parte do tempo apagando comentários com "ofensas que passam do limite", com a ajuda de uma amiga. 
A foto do juiz aos risos com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), citado em delações da Lava Jato, foi "divulgada de uma maneira infeliz", segundo ela. 
A algumas perguntas, como sobre a atuação da ministra Cármen Lúcia no STF (Supremo Tribunal Federal), planos de um sabático de Moro fora do país ou ameaças de morte à família, a advogada respondia com "Eu passo". 
Ela voltou a negar planos do juiz numa eventual carreira política: "Chance zero. Nasceu para ser juiz". 
Defendeu o aborto até o terceiro mês, como autorizou decisão recente do STF, e direitos iguais para homens e mulheres, mas disse não gostar de "radicalismo". 
"Não concordo com cotas [para mulheres no ministério, por exemplo]. Acredito mais na capacidade técnica para a tarefa", afirmou.


Princípio de incêndio atinge sala da Superintendência da PF em Curitiba

Não basta que pessoas sejam apagadas. Há que se apagar as provas!!!


20/02/2017 06h46 - Atualizado em 20/02/2017 07h15

Segundo os bombeiros, alguns equipamentos eletrônicos foram atingidos. 


Atendimento no local será suspenso nesta segunda; PF vai investigar o caso.

Adriana Justi e José ViannaDo G1 PR e da RPC
Sede da Polícia Federal em Curitiba concentra as investigações da Lava Jato (Foto: Adriana Justi / G1)Sede da Polícia Federal em Curitiba concentra as investigações da Lava Jato (Foto: Adriana Justi / G1)
Um princípio de incêndio atingiu uma sala no subsolo da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, durante a madrugada desta segunda-feira (20). De acordo com o Corpo de Bombeiros, alguns equipamentos eletrônicos que estavam no local foram atingidos. Ninguém ficou ferido.

16 fevereiro, 2017

Filho de Lobão chega a ganhar R$ 70 mil em empresa do Banco do Brasil


Márcio Lobão foi nomeado há cerca de dez anos para comandar a Brasilcap. Ele é investigado por recebimento de propina de empreiteiras

MURILO RAMOS
16/02/2017 - 12h03 - Atualizado 16/02/2017 17h05
Marcio Lobão, presidente da Brasilcap (Foto: Divulgação/Brasilcap)

Márcio Lobão, um dos filhos do senador Edison Lobão (PMDB-MA), foi alvo da Operação Leviatã, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) pela Polícia Federal. Ele é acusado de receber dinheiro de propina de empreiteiras contratadas para as obras da Usina de Belo Monte, no Pará, para entregar ao pai. Márcio recebeu a ajuda dele há cerca de dez anos para assumir a Brasilcap, empresa do grupo do Banco do Brasil. Há meses em que Márcio chega a ganhar R$ 70 mil de salário.

>> Fachin é relator de processo envolvendo Belo Monte desde maio de 2016

EPOCA

Lucro do Banco do Brasil cai para R$ 8,034 bilhões em 2016

Recuo foi de 44,2% em relação ao resultado de 2015.

 Lucro recuou mais de 44% em relação ao obtido em 2015. (Foto: Wellington Roberto/G1)Lucro recuou mais de 44% em relação ao obtido em 2015. (Foto: Wellington Roberto/G1)
Lucro recuou mais de 44% em relação ao obtido em 2015. (Foto: Wellington Roberto/G1)

O Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, 44,2% abaixo dos R$ 14,4 bilhões obtidos no ano anterior. No quarto trimestre, os ganhos somaram R$ 963 milhões, representando uma queda de 61,3% sobre o resultado de um ano antes. 

Na comparação entre o quarto e o terceiro trimestres de 2016, também houve um recuo de 57,1%, de acordo com o balanço da instituição, divulgado nesta quinta-feira (16). 

O resultado foi pressionado por um pico nas provisões para perdas com calotes ao mesmo tempo em que os empréstimos tiveram nova retração. 

A chamada provisão para créditos de liquidação duvidosa do Banco do Brasil no período atingiu R$ 7,49 bilhões, volume 7,1% maior sobre um ano antes e 12,7% acima do trimestre imediatamente anterior. 

O índice de inadimplência em relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias foi de 3,29% em 2016. No ano ano anterior, havia sido de 2,38%. 

No fim de 2016, a carteira de crédito ampliada do banco era de R$ 708,1 bilhões, queda de 11,3% em um ano. Considerando apenas os empréstimos no país, o montante caiu 8,4%, para R$ 679 bilhões. 

Esse declínio foi puxado sobretudo pelo setor corporativo, para o qual o estoque de financiamentos do BB teve uma queda de 18,9% no ano. 

O Itaú Unibanco passou a ser o maior banco brasileiro por ativos no fim de 2016, superando o Banco do Brasil, segundo dados dos balanços publicados pelas instituições financeiras. 

Nesta manhã, o BB anunciou ter fechado o ano passado com R$ 1,401 trilhão em ativos, queda ante o R$ 1,448 trilhão do fim de setembro. Já os ativos do Itaú Unibanco subiram de R$ 1,399 trilhão para R$ 1,426 trilhão no período. 

A queda no lucro fez a rentabilidade sobre o patrimônio líquido – que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas - cair quase 5 pontos percentuais sobre o último trimestre de 2015, para 7,2%, em bases ajustadas.

Reorganização

Em 2016, o Banco do Brasil anunciou um conjunto de medidas de reorganização institucional, que será implementado ao longo de 2017, que prevê o fechamento de agências e um plano de extraordinário de aposentadoria incentivada. 

Após a reorganização da rede de atendimento, 379 agências serão transformadas em postos de atendimento e 402 serão desativadas. 

No total, 9.409 funcionários aderiram ao Plano de Aposentadoria Incentivada, que já foi encerrado em meados de dezembro. De acordo com o banco, no total, 18 mil funcionários tinham condições para se aposentar.

Previsões

O BB previu melhora de diversos indicadores para 2017. O banco estimou, por exemplo lucro ajustado na faixa de R$ 9,5 bilhões a R$ 12,5 bilhões neste ano, após R$ 7,2 bilhões no ano passado. 

O BB também previu alta de 1 a 4% da carteira de crédito no Brasil, que caiu 8,4% em 2016. A instituição também previu despesas com provisões para calotes de R$ 20,5 bilhões a R$ 23,5 bilhões neste ano, após R$ 27 bilhões em 2016.

Outros bancos

Na semana passada, o Itaú Unibanco anunciou que registrou lucro líquido de R$ 5,543 bilhões no quarto trimestre de 2016, depois de atingir R$ 5,394 bilhões nos três meses anteriores: uma alta de 2,76%. No mesmo período de 2015, os ganhos haviam atingido R$ 5,698 bilhões, uma baixa de 2,7%. No ano de 2016, o lucro somou R$ 21,6 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,3 bilhões registrados em 2015. 

O Bradesco também informou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 15,08 bilhões em 2016, o que representa uma queda de 17,5% na comparação com o ano anterior. 

O Santander Brasil, maior banco estrangeiro em operação no país, divulgou no final de janeiro um lucro líquido gerencial de R$ 1,989 bilhão para o quarto trimestre, ante R$ 1,607 bilhão no mesmo período de 2015. No ano inteiro, o lucro da instituição financeira chegou a R$ 7,339 bilhões, um aumento de 10,8% em relação aos R$ 6,624 bilhões registrados em 2015
 




15 fevereiro, 2017

A reforma da Previdência pode alterar o recebimento de benefícios de fundos de pensão - GloboNews em Pauta

Caixa Econômica Federal divulga calendário para saques do FGTS


A Caixa Econômica Federal divulgou, nesta terça-feira (14/2), o calendário dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os pagamentos serão feitos entre março e julho.

Os beneficiários nascidos em janeiro ou fevereiro poderão procurar as agências do banco entre os dias 10 de março e 9 de abril. Quem nasceu em março, abril e maio vai sacar o dinheiro entre 10 de abril e 11 de maio.

Já os nascidos nos meses de junho, julho e agosto vão receber entre os dias 12 de maio e 15 de junho; enquanto quem nasceu em setembro, outubro ou novembro poderá sacar os valores entre 16 de junho e 13 de julho. Para os nascidos em dezembro, o período começa em 14 de julho e vai até o dia 31 do mesmo mês.

Para reforçar os atendimentos, a Caixa vai abrir as agências nos primeiros sábados dos cronogramas mensais de pagamento (com exceção de abril, mês que a data coincide com a Semana Santa). As datas serão 18 de fevereiro, 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.
Agência Brasil
Além do atendimento físico, a Caixa criou uma página especial em seu site e um serviço telefônico (0800-726-2017) para tratar das contas inativas. Os meios de comunicação, segundo o banco, servem para esclarecer informações sobre valores, datas e locais mais convenientes para os saques.
 
Os beneficiários também podem acessar o aplicativo FGTS para saber se têm saldo em contas inativas, mas é preciso lembrar que os saques só podem ser feitos em contas que foram desativadas até 31 de dezembro de 2015.

O estado com maior número de beneficiários é São Paulo (10 milhões), seguido de Minas Gerais (3,3 milhões) e Rio de Janeiro (2,8 milhões). A faixa etária com maior número de beneficiários é entre 25 e 29 anos.

Como sacar o FGTS

Os beneficiários terão quatro opções para recebimento nas contas inativas do FGTS. Um deles é para quem tem conta corrente na Caixa, que poderá pedir o recebimento do crédito em conta, por meio do site das contas inativas.

O saque também pode ser feito em caixas eletrônicos. Para valores de até R$ 1,5 mil, é possível sacar só com a senha do Cartão do Cidadão, mesmo que o beneficiário tenha perdido o documento. Para valores de até R$ 3 mil, o saque pode ser feito com Cartão do Cidadão e a respectiva senha.
Agência Brasil
Os valores do FGTS inativo também podem ser retirados em agências lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Nesses casos, o beneficiário vai precisar do Cartão do Cidadão, da respectiva senha e de um documento de identificação.
 
Há ainda a possibilidade de retirar o dinheiro diretamente nas agências bancárias. Os documentos necessários são o número de inscrição do PIS (Programa de Integração Social) e o documento de identificação do trabalhador. É recomendado levar também o comprovante da extinção do vínculo (carteira de trabalho ou termo de rescisão do contrato de trabalho).

Para sacar os valores, os documentos necessários são o número de inscrição do PIS e o documento de identificação do trabalhador. É recomendado levar também o comprovante da extinção do vínculo (carteira de trabalho ou termo de rescisão do contrato de trabalho). O Cartão do Cidadão pode ser solicitado em qualquer agência da Caixa.

O trabalhador deverá ter em mãos o número do PIS para facilitar o atendimento. Em relação a cadastro ou recadastro de senha, o beneficiário deve ir a uma agência da Caixa ou a uma casa lotérica. Antes de ir às lotéricas, o trabalhador deve iniciar atendimento no telefone 0800-726-0207. Com informações da Agência Brasil.



14 fevereiro, 2017

Para renovar acordo, fundos de pensão e sócios da Vale travam disputa

" A Previ e o BB estão prestes a divulgar seus balanços de 2016 e temos que estar bastante atentos, pois em março deste ano,  ou seja,  próximo mês a Previ terá que tomar uma grande decisão relativamente à renovação do acordo de acionistas feito por 20 anos na era FHC na privatização da Vale do Rio Doce S A.

O que significa isso???

A Previ maior acionista da Vale juntamente com outros acionistas que compõe o grupo fizeram um acordo em 1997 de não realizar venda de ações da Vale do Rio Doce na Bovespa por vinte anos.  Imagine pessoal, você possui hoje 40 bilhões de reais em ações da Vale no mercado e estamos proibidos de vender essas ações.  Isso é inconcebível, criminoso,  para nós associados que voltamos a contribuir sob alegação de falta de dinheiro e déficit de 16 bilhões em 2015

Não podemos permitir que a Previ deixe esse dinheiro,  pessoal estou falando de 40 bilhões aproximadamente,  pois esse valor pode ser ainda maior.  Só este ano as ações da vale subiram mais de 30 por cento.

Essa será a decisão mais importante da Previ  para os próximos vinte anos.

Mesmo que esse acordo não seja renovado,  imaginem como a Previ poderia fazer uma movimentação financeira desse porte?? 

Vamos levar anos para realizar a venda dessas ações e se for de nisso interesse,  pra precisamos avaliar se vale a pena,  pois não sabemos por quanto foram compradas.

Mais o certo é que não podemos aceitar a proibição da venda.  Isso é inaceitável.

A Bradespar sócia da Previ está sinalizando renovação do acordo.  Imaginem porque??

A Bradespar é uma holding do Bradesco simples assim.

Não podemos admitir esse acordo.  Por favor se informem e peçam a Previ se posicionar.  Vamos abarrotar o site da Previ com mensagens para o Presidente e seus diretores."
 

Veja matéria abaixo sobre o assunto

 

 

Para renovar o acerto nas mesmas bases, entretanto, os fundos, liderados pela Previ, querem uma compensação. O ponto central do pagamento do prêmio diz respeito à manutenção do direito de veto

postado em 29/09/2016 09:42
A renovação do acordo de acionistas da Vale, que vence em abril do ano que vem, está pondo em lados opostos os sócios privados (Bradesco e Mitsui) e o grupo formado pelos fundos de pensão estatais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O foco de tensão está em um pedido dos fundos para receber um prêmio de controle por um lote de ações, que, no passado, foi desvinculado do atual acordo de acionistas. Além disso, a intenção é cortar pela metade a duração do novo acordo, para dez anos, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Hoje, o atual acordo equilibra os poderes entre os acionistas na Valepar, empresa formada pelos controladores da mineradora. Sem esse acordo, os fundos se tornam os maiores acionistas da Vale e os sócios privados passam a ter menos força para influenciar os rumos da companhia. Para renovar o acerto nas mesmas bases, entretanto, os fundos, liderados pela Previ, querem uma compensação. O ponto central do pagamento do prêmio diz respeito à manutenção do direito de veto.

Hoje, o bloco formado por Bradesco e a Mitsui soma 39,4% das ações com direito a voto (ON) da Valepar, o que garante a possibilidade de barrar matérias em que o acordo exige aprovação de ao menos 75%. É o caso de alterações no estatuto da Vale, aprovação de incorporação, fusão ou cisão, eleição do conselho, aprovação do plano de negócios e pagamento de dividendos.

A Bradespar, braço de participações do Bradesco, resiste a pagar o prêmio. As negociações já tiveram idas e vindas, com a empresa mais propensa botar a mão no bolso. A chegada do executivo Sergio Clemente como representante da Bradespar nas negociações em 2014, entretanto, trouxe mais resistência ao pagamento. Segundo duas fontes, em outra ocasião as partes estiveram perto de assinar a renovação por dez anos sem prêmio, mas a Previ recuou.

A Previ tem maior poder de fogo na negociação por deter 78,4% das ações da Litel, veículo que reúne as participações dos fundos (Previ, Petros, Funcef e Fundação Cesp) na Valepar. Além disso, é dona da maior parte de uma fatia de 9% transformada em ações sem direito a voto para atender à regra que limitou em 49% a fatia por acionista no bloco de controle. A medida foi adotada no estatuto para tirar a pecha de estatal da Vale, privatizada em 1997.

O fundo dos funcionários do Banco do Brasil quer dar liquidez a esses papéis esterilizados, por isso exige o prêmio em dinheiro mesmo tendo a intenção de renovar o acordo. Seu poder de barganha na briga por esse ágio tem dois lados: a potencial recusa em assinar a renovação e a hipótese de uma cisão da Litel A cisão assusta os demais sócios porque neutralizaria o limite de 49%. Como acionistas independentes, os fundos poderiam continuar votando alinhados, só que com mais força, já que têm 58,07% do capital da Valepar.

Uma fonte afirma que quanto mais tempo durar o acordo, mais alto seria o prêmio. Calculado com base no valor da Vale, ele poderia variar de 15% a 30%. Outra pessoa familiarizada com a disputa acredita que ficará próximo do piso, sendo quase um pagamento simbólico para justificar a renovação.


 CORREIO BRAZILIENSE


13 fevereiro, 2017

Bancários aposentados podem ser consultores do Sebrae. Inscrições abertas

 10/02/2017 - 16h02

Bancários aposentados podem ser consultores do Sebrae. Inscrições abertas

Na contramão do mercado de trabalho, que tende a substituir profissionais de idade avançada por funcionários mais jovens, o Sebrae está com inscrições abertas para contratar bancários aposentados. A instituição está formando uma rede nacional de consultores financeiros com o objetivo de auxiliar empresários de micro e pequenas empresas a conseguirem financiamento para capital de giro.

Os aposentados com experiência em análise de crédito têm até o dia 15 de fevereiro para se inscrever. Ao todo, são 510 vagas para todo o país. No Amazonas serão 14 vagas. A unidade da federação com mais oportunidades é São Paulo, com 104 vagas, seguida de Minas Gerais, com 42, e Rio de Janeiro, com 36.

As inscrições podem ser feitas no site do Sebrae www.sebrae.com.br/credenciamento-credito. A seleção será feita por análise de currículo e os candidatos devem ter, no mínimo, 60 anos e comprovar que trabalharam pelo menos dez anos como analistas de crédito ou gerentes de contas de pessoa jurídica, especialmente atendendo micro e pequenas empresas.

De acordo com o edital, os consultores vão orientar os empresários e avaliar a capacidade de pagamento dos pequenos negócios. Os selecionados firmarão contrato com o Sebrae até dezembro de 2018. A remuneração será de R$ 453,00 para cada empresa atendida e os consultores poderão trabalhar na própria casa. Ao final de cada consultoria, deverá ser emitido um relatório comprovando o trabalho. Cada consultor deverá atender, em média, 10 empresas por mês, podendo ter a complementação da renda mensal em cerca de R$ 4.530,00.

Com essa iniciativa, o Sebrae pretende atender mais de 70 mil micro e pequenas empresas que necessitam de orientação para contrair financiamentos em bancos, visando a melhoria da capacidade de investimento dos pequenos negócios. Além disso, a abertura de novas vagas para consultores prestigia uma categoria de profissionais com expertise e capacidade técnica.

11 fevereiro, 2017

Previ fecha venda de sua participação na Kepler Weber

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O valor firmado em contrato de R$ 22,0 por ação, sujeito a ajuste, representa uma valorização de 25,71% em relação ao preço atual do ativo

 
Publicado em: 09/02/2017 21:33
 
A Previ fechou nesta quinta-feira, 9, a venda de sua participação de 17,48% no capital da fabricante de silos Kepler Weber para a AGCO. O negócio injetará cerca de R$ 100 milhões no caixa do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e reforça a estratégia de aproveitar oportunidades de desinvestimento e concentrar participações em ativos com alta liquidez. Em setembro, a Previ anunciou a alienação de sua fatia na empresa de energia CPFL para a chinesa State Grid. Antes, em 2014, se desfez dos 5,07% que detinha na siderúrgica mineira Usiminas.

O valor firmado em contrato de R$ 22,0 por ação, sujeito a ajuste, representa uma valorização de 25,71% em relação ao preço atual do ativo, que está cotado em R$ 17,50. O fechamento da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além disso, a AGCO deverá atingir o porcentual mínimo de 65% do capital social da Kepler.

Fundada há mais de 85 anos, a Kepler Weber atua no setor de agronegócios, na etapa pós-colheita da cadeia produtiva de grãos. Em setembro de 2007 a Previ participou ativamente da reestruturação financeira e operacional da empresa. De lá até o fim de 2016, os papéis da Kepler obtiveram retorno de 26,64% sobre o índice Ibovespa.

A Kepler estava na carteira de participações do Plano 1, o maior e mais antigo da Previ, assim como CPFL e Usiminas.

O negócio com a CPFL Energia deve render R$ 7,5 bilhões - até agora R$ 5,1 bi entraram no caixa do fundo e o restante virá de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) a ser realizada pela nova controladora. Na prática, houve um ganho de R$ 2,9 bilhões em relação ao valor registrado pela participação no balanço de 2015. No caso da Usiminas, o fundo de pensão levantou R$ 616,7 milhões, o que representou um ganho de 82% sobre o valor das ações da empresa negociadas em bolsa.

A ordem na Previ é deixar a carteira de participações preparada para aproveitar oportunidades, como disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, em outubro o diretor de participações do fundo, Renato Proença. Ao anunciar a venda da CPFL, a Previ destacou em comunicado que desinvestimentos em renda variável deveriam se intensificar, tendo como foco a geração de liquidez do Plano 1. O volume de pagamentos aos cerca de 115 mil associados no plano vai crescer nos próximos anos, até atingir seu ápice, em 2040. A Previ tem que reforçar seu caixa para fazer frente aos crescentes compromissos de pagamento de benefícios aos 115 mil associados.

Com ativos totais de R$ 131 bilhões, o Plano 1 tem hoje cerca de 50% de seus recursos aplicados em renda variável, encostando no teto previsto em sua política de investimento. As participações se dividem por companhias como Petrobras, Vale, Neoenergia, Invepar, Embraer, Ambev, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. Até novembro do ano passado, o plano atingiu rentabilidade de 15,86% superando a meta atuarial (11,30%). Isso trouxe um excedente de R$ 4,8 bilhões, evitando a necessidade de pagamentos extras pelos beneficiários para equacionar um rombo de R$ 2,9 bilhões no Plano 1 em 2015

09 fevereiro, 2017

Procurador da Lava Jato defende fim do sigilo de delações da Odebrecht

petrolão


Paulo Lisboa - 19.jun,2015/Folhapress


CURITIBA, PR, BRASIL,19-06-2015, 11h15: COLETIVA LAVA JATO- Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da República e Igor Romário de Paula, Delegado Policia federal, durante coletiva a imprensa na sede da PF em Curitiba, manhã desta sexta-feira, 19. ( Foto: Paulo Lisboa/Folhapres, EXCLUSIVA)
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima (esq.) e Igor Romário de Paula, delegado da Polícia Federal

Membro da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima rebateu nesta quinta-feira (8) as críticas do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e afirmou serem raras "alongadas prisões" na operação. 

Questionado sobre a possibilidade de o STF julgar pedido de liberdade do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o procurador afirmou ainda acreditar que as prisões determinadas pela operação sejam mantidas pelo tribunal. 

"Prisões alongadas na Lava Jato são raras, porque o juiz Sergio Moro é muito eficiente, nós temos tido muitas condenações", afirmou. "O problema carcerário certamente não decorre do número de corruptos presos, porque nós não temos tantos corruptos presos quanto deveríamos. As prisões são necessárias e nós acreditamos que o STF irá mantê-las." 

Lima se manifestou favoravelmente ao levantamento do sigilo das delações premiadas de executivos da Odebrecht, homologadas no final de janeiro. Segundo ele, apesar de possíveis prejuízos à investigação, o levantamento do sigilo preveniria vazamentos e acusações contra o Ministério Público. 

"Há muitos políticos que não sabem se estão lá e estão reagindo excessivamente, pode ser que não estejam lá, pode ser que estejam agindo a mando de outros políticos", afirmou. "Talvez seja melhor que seja levantado para todos nós sabermos o que foi revelado." 

"Nós do Ministério Público somos diversas vezes acusados de vazamento, de forma injusta", disse ainda, em evento da Amcham (Câmara Americana de Comércio, em São Paulo. 

O procurador criticou também aprovação, na Câmara, de regime de urgência para a tramitação de lei que restringe poder do TSE, afirmando se tratar de uma tentativa do Legislativo de "manter o status quo" da corrupção através de leis. 

NACIONALIZAÇÃO
 
Para Lima, a Lava Jato criou "método de investigação" que deve se espalhar pelo país. De acordo com ele, há pouco ainda a ser descoberto a respeito do esquema de corrupção na Petrobras, mas as operações devem se estender para outras estatais e Estados brasileiros. 

O procurador, que integra a força-tarefa de Curitiba, afirmou também que a possibilidade de novos acordos de colaboração premiada, como, por exemplo, com Cunha, é rara. 

"Qualquer um que não tenha vindo no início perdeu a chance de melhores condições, porque agora já se sabe quase tudo", afirmou.